Manual da Escala de Crenças sobre Punição Física (E.C.P.F.) e Inventário de Práticas Educativas Parentais (I.P.E.)
Manual da Escala de Crenças sobre Punição Física
(E.C.P.F.) e Inventário de Práticas Educativas Parentais (I.P.E.)
Carla Machado
Miguel M. Gonçalves
Marlene Matos
Entre a variedade de práticas educativas possíveis, a punição física
ocupa ainda na nossa cultura um lugar central enquanto estratégia
disciplinar e punitiva. Apesar desta ampla utilização, a punição física
tem sido objecto de particular preocupação, já que a investigação tem
documentado o seu impacto negativo ao nível do desenvolvimento
infantil, nomeadamente ao nível da agressividade, percepção
desvalorizada de si e visão do mundo interpessoal como rejeitante e
hostil. Outros autores defendem, contudo, que esta visão uniformemente
negativa dos efeitos da punição física é inadequada, havendo que
distinguir a sua utilização aceitável e eficaz - de forma moderada, com
controlo emocional dos pais, com crianças em idade pré-escolar e
escolar, e contingente ao mau comportamento infantil - do seu uso
inapropriado e abusivo.
Apesar desta controvérsia, há um consenso quanto à inadequação da
punição física quando usada como estratégia disciplinar única e quanto
aos efeitos prejudiciais do seu uso excessivamente frequente ou severo.
A "Escala de Crenças sobre a Punição Física" (E.C.P.F.) surge, pois,
como uma resposta à necessidade de dispormos de um instrumento adaptado
à população portuguesa que avaliasse as atitudes e crenças parentais
face à punição física enquanto estratégia disciplinar. Por sua vez, o
"Inventário de Práticas Educativas Parentais" (I.P.E.) permite-nos
tipificar as práticas educativas utilizadas pelos progenitores e a sua
regularidade, preenchendo também uma lacuna no leque de instrumentos
disponíveis para a população portuguesa.
Material
1 manual e 20 questionários de cada escala.