Avós e netos: marcas para toda a vida!

Avós e netos: marcas para toda a vida!

Os avós podem ser figuras fundamentais na vida das crianças, porque dada a sua experiência de vida, têm a oportunidade de desenvolver uma relação duradoura, de proximidade e cumplicidade com os netos, oferecendo algo que faz a diferença numa relação: a disponibilidade incondicional.

O convívio com os avós promove o desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças, além de ajudar a formar os seus valores. São eles que oferecem experiências diferentes aos netos e contribuem para o seu desenvolvimento integral, desde passeios, prática de exercício físico, culinária, promoção da aprendizagem de atividades no exterior (jardinagem, cultivo de uma horta, jogos), convívio com animais, etc..

Por temerem o julgamento dos pais, crianças e adolescentes, muitas vezes sentem-se mais à vontade para falar sobre assuntos delicados com os avós, e como estes têm mais tempo para ouvir os netos, esta pode ser uma ótima oportunidade de regulação emocional para a criança.

O facto de, em regra geral, os avós serem menos stressados do que os pais, favorece o desenvolvimento de uma relação mais tranquila onde a criança se sente amparada. Em situações de separação ou divórcio ou de imaturidade dos pais, os avós servem como uma base segura para a criança, promovendo o seu ajustamento.

Mas esta relação de elevada proximidade com os netos, em alguns casos, tem um outro lado. Muitos avós que hoje são permissivos com os netos foram rígidos na educação dos filhos e isto é um motivo de crítica da parte dos que são agora pais. Esta permissividade atual pode ser fruto de uma tentativa de ter uma relação de proximidade com os netos que não foi desenvolvida no passado com os filhos. Provavelmente, esta relação distante de outrora entre pais e avós deveu-se a questões culturais e sociais da época, que muitas vezes resulta em alguma mágoa dos pais.

Em consequência, os avós são criticados pelos pais porque estragam o neto com mimos, não cumprem regras e desautorizam-nos. Em muitos casos, como todos sabemos, há um fundo de verdade nesta afirmação, contudo, a verdade é que em muitas situações os pais precisam dos avós para cuidar dos seus filhos e têm de ceder. Esta situação deve ser evitada, sendo que, em algumas famílias, uma conversa franca entre os pais e os avós pode resultar em equilíbrio. O bom senso de ambas as partes deve imperar pelo bem-estar da criança. Se os pais disserem que o filho não pode jogar futebol antes de terminar os trabalhos de casa, então não pode mesmo. Os avós devem respeitar a autoridade dos pais. O ideal é definirem regras juntos e clarificarem isso com a criança.

Mas não são só os avós que deixam marcas nos corações dos seus netos, os netos também deixam marcas nos corações dos seus avós. Isto acontece porque os netos trazem vida, alegria e um sentimento de que se é útil aos avós e, por outro lado, os avós dão aos netos um sentimento de que se é amado incondicionalmente. Não há dúvida que é uma relação para a vida!

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