Deixe as crianças fazerem opções e escolhas

Deixe as crianças fazerem opções e escolhas

A maior parte das vezes, os pais e educadores dão ordens que as crianças devem cumprir – por exemplo, pôr a mão no ar, esperar pela sua vez, fazer o exercício de matemática.

No entanto, há outras ocasiões em que o educador permite a uma criança escolher entre cumprir ou não, alturas em que uma criança pode legitimamente recusar a ordem do educador. Estes momentos de verdadeira escolha criam um desvio temporário no equilíbrio de poder entre educadores e crianças.

Desenvolver uma relação de confiança com uma criança também significa que o educador deve respeitar a sua decisão. Os pais e educadores devem ter consciência de quando uma situação exige obediência e de quando um “não” de uma criança é aceitável. Além disso, se as crianças virem que os seus educadores respeitam estas suas decisões, é mais provável que obedeçam às suas ordens noutras alturas.

Também há ocasiões em que os educadores precisam de proibir as crianças de fazer alguma coisa que elas querem mesmo fazer. Neste caso, os pais e educadores poderão dizer às crianças o que não podem fazer, mas esquecer-se de lhes dizer o que podem fazer em alternativa. Quando as crianças sentem que estão a ser restringidas e proibidas de atividades de diversão, são mais tentadas a reagir com protestos e desobediência.

As ordens que proíbem uma criança de fazer alguma coisa devem incluir uma sugestão sobre o que fazer em vez disso ou uma escolha alternativa. O educador poderá dizer: “Não podes jogar agora no computador, mas podes usá-lo depois das aulas, se quiseres”, ou ainda: “Agora não podes brincar com o teu coelhinho, mas podes tirar os livros para lermos juntos”, ou “Podes fazer o teu trabalho de matemática agora ou então ficas a acabá-lo durante o tempo de intervalo”.

Esta estratégia pode ajudar a reduzir as lutas de poder porque, em vez de se desentenderem sobre o que as crianças não podem fazer, o educador está a dar à criança outra opção positiva.

Retirado do livro: Como Promover as Competências Sociais e Emocionais das Crianças, de Carolyn Webster Stratton. Psiquilibrios Edições.
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