Áreas de intervenção

Ansiedade

A Ansiedade faz parte do espectro normal das experiências emocionais humanas; numa ou outra altura, já todos nos sentimos mais ou menos ansiosos. Dentro de certos limites, a Ansiedade é até considerada útil e benéfica, na medida em que nos incita a aperfeiçoar ou potenciar os nossos recursos frente às diferentes exigências do quotidiano, levando-nos a procurar e encontrar soluções positivas para as mesmas. A Ansiedade é essencialmente esperada em situações novas ou quando antecipamos mudanças, quer positivas quer negativas. Pode, porém, tornar-se patológica quando atinge níveis extremos, desproporcionais à situação que a desencadeia, ou quando não existe um objecto específico ao qual se dirige, ou ainda se adquire um carácter sistemático, prejudicando assim o nosso funcionamento saudável em diferentes áreas de vida. Ainda assim, e como tantos outros problemas psicológicos, a Ansiedade é frequentemente desvalorizada por quem não tem informação a seu respeito, tornando-se alvo de estigmatização.
A literatura reconhece toda uma variedade de sintomas físicos, como:

  • Palpitações, batimento cardíaco ou ritmo cardíaco acelerado;
  • Sensação de ‘aperto’, desconforto ou dor no peito;
  • Boca seca;
  • Dificuldade em respirar; sensação de sufoco;
  • Parestesias (entorpecimento ou formigueiros);
  • Sensação de cansaço;
  • Dificuldade em engolir ou sensação de inchaço na garganta;
  • Sensação de inquietação;
  • Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sentir-se desligado de si próprio);
  • Náuseas, diarreia ou mal-estar abdominal;
  • Calores ou calafrios;
  • Tensão muscular, dores musculares;
  • Sensação de tontura, de desequilíbrio ou de desmaio;
  • Sudação;
  • Tremores, espasmos musculares;

Outra ordem de sintomas são os sintomas cognitivo-emocionais, tais como:

  • Dificuldade de concentração;
  • Dificuldade de adormecer;
  • Incapacidade de lidar com dificuldades;
  • Irritabilidade;
  • Nervosismo;
  • Pensamentos frequentes de perigo;
  • Medo de perder o controlo ou de enlouquecer;
  • Medo de morrer;
  • Pensamentos frequentes de que algo terrível irá acontecer;
  • Preocupação frequente;
  • Evitamento de pessoas/ lugares/situações que ativam a ansiedade;
  • Incapacidade de descontração.

Pânico

O ataque de pânico é considerado uma reação de alerta do organismo, que pode ocorrer em situações externas, percebidas pelo indivíduo como ameaçadoras, ou sem causa aparente.
Caracteriza-se por um momento súbito de desconforto, medo ou mal-estar intenso, no qual pelo menos quatro dos seguintes sintomas se desenvolvem e atingem o seu pico em cerca de 10 minutos: palpitações, batimentos cardíacos ou ritmo cardíaco acelerado; suores; estremecimentos ou tremores; dificuldades em respirar; sensação de sufoco; desconforto ou dor no peito; náuseas ou mal-estar abdominal; sensação e tontura, de desequilíbrio, de cabeça oca ou de desmaio; desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sentir-se desligado de si próprio); medo de perder o controlo ou de enlouquecer; medo de que os sintomas somáticos possam ser sinal de uma doença física grave (por exemplo, um ataque cardíaco); medo de morrer; parestesias (entorpecimento ou formigueiros); e sensação de frio ou de calor.

Perturbação obsessivo compulsiva

A Perturbação Obsessivo-Compulsiva é uma doença caracterizada, como o nome indica, pela presença de dois fenómenos: as obsessões e as compulsões.
Obsessões são ideias, pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes que a pessoa não quer ter, mas não controla. São experimentados como intrusivos e inapropriados e provocam acentuada ansiedade ou mal-estar.
As compulsões são comportamentos, ações, pensamentos, em resposta ao mal-estar causado pelas obsessões. O indivíduo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou neutraliza-los com algum outro pensamento ou ação (i.e., através da realização de uma compulsão).
As obsessões ou compulsões causam uma perda considerável de tempo (e.g., demoram mais de 1 hora por dia) ou interferem significativamente com as rotinas normais do indivíduo, funcionamento profissional ou académico, relacionamentos ou atividades sociais.
Em geral, as pessoas que sofrem de perturbação obsessivo-compulsiva reconhecem a irracionalidade da situação, mas escondem-se da crítica ou observação dos outros. Organizam as suas atividades diárias em função das obsessões mascarando o problema, apesar do grande sofrimento em que se encontram.
A investigação sugere que esta doença geralmente surge no início da idade adulta e que grande parte destes doentes possuem traços de personalidade comuns, como a dúvida constante, a intolerância à incerteza, a escrupulosidade e a auto-culpabilização.

Perturbação estado-limite da personalidade

A perturbação estado-limite da personalidade ou borderline é uma perturbação da personalidade que gera muito sofrimento não só para o próprio, mas também para aqueles que o rodeiam. É definida como um grave transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional, raciocínio extremista e relações caóticas. Com tendência a um comportamento conflituoso, também são impulsivos, manipuladores e apresentam conduta suicida e sentimentos crónicos de vazio e tédio. Também podem transformar problemas pequenos em causas extremas, requerer atenção em demasia, fazer falsas acusações e apresentar comportamento narcisista. São geralmente vistas como “rebeldes”, “problemáticas” e temperamentais.
Alguns sintomas são:

  • Instabilidade afetiva acentuada devida reatividade intensa do humor (por exemplo: episódios de disforia, irritabilidade ou ansiedade)
  • Ira, ódio ou raiva inapropriados, intensos e de difícil controle (por exemplo: apresenta frequentes demonstrações de irritação, raiva constante, sentimento de vingança);
  • Conduta recorrente de tentativas ou ameaças de suicídio e comportamentos de automutilação;
  • Um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado por extremos de idealização e desvalorização, ou amor e ódio, bom ou mau etc;
  • Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por exemplo, exageros em: gastos financeiros, sexo, drogas, álcool, alimentação).

Depressão

A depressão, contrariamente àquilo que às vezes é socialmente difundido, não é uma reação de “pessoas fracas” que não conseguem resolver os seus problemas, mas sim uma doença grave e muitas vezes incapacitante.
A investigação em Psicologia tem evidenciado um aumento de casos de depressão na população em geral, bem como os efeitos limitativos que esta pode ter na vida das pessoas. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, em 2020 estima-se que a depressão e as doenças coronárias serão as duas maiores causas não só de mortalidade mas de incapacidade sobre a população em geral.
A depressão pode manifestar-se em diferentes graus de severidade e de intensidade e revela através de sinais e sintomas característicos, como a perda de energia, irritabilidade, humor deprimido a maior parte do dia, sentimentos de amargura ou fracasso, dificuldade de concentração, pessimismo, desesperança, alterações do sono e do apetite, lentidão das atividades físicas e mentais e perda de interesse por atividades habitualmente sentidas como agradáveis e interesse sexual diminuído.
Além dos sintomas afectivos e comportamentais, na depressão ocorre também uma alteração do conteúdo dos pensamentos, que estão centrados na sua incapacidade de enfrentar situações e numa percepção negativa de si (como inútil, por exemplo), dos outros e do mundo em geral, sendo comum surgir uma redução do rendimento académico, no trabalho e nos seus afazeres diários. Em virtude de todos estes sintomas, é comum a culpa ter um lugar marcado na depressão. Para que se possa considerar que uma pessoa está deprimida, esta deverá apresentar estes sintomas durante a maior parte do dia, pelo menos ao longo de duas semanas.

Perturbação bipolar

A doença bipolar caracteriza-se por amplas alterações de humor que variam entre episódios de intensa depressão e outros de extrema euforia. Os períodos de estado de humor de euforia denominam-se episódios maníacos. Podem ocorrer também episódios mistos, nos quais estão presentes tanto sintomas depressivos, como maníacos.
Os episódios podem ser leves, moderadas ou graves, interferindo frequentemente com a rotina diária pessoal, profissional e familiar do paciente.
As mudanças de humor podem ocorrer de uma forma esporádica, cíclica, ou por vezes consecutiva, sem intervalo livre. Existem, no entanto, períodos livres de sintomas, em que o humor apresenta-se de forma adequada.
No episódio maníaco, a pessoa torna-se muito ativa, porém, de uma forma desconcentrada e não produtiva, algumas vezes com consequências embaraçosas. São exemplos: gastos excessivos de dinheiro, envolvimento em aventuras sexuais que mais tarde se vem a arrepender. A pessoa está carregada de energia ou encontra-se mesmo irritável, pode dormir menos do que o normal e pode engendrar grandes planos que nunca poderiam realisticamente concretizar-se. A pessoa pode desenvolver pensamentos que não se coadunam com a realidade – sintomas psicóticos – tais como falsas crenças (delírios) ou falsas percepções (alucinações). Se a pessoa apresentar sintomas mais ligeiros de mania e não apresentar sintomas psicóticos, a situação denomina-se “hipomania” ou episódio hipomaníaco.
Quer homens, quer mulheres, podem sofrer de Perturbação Bipolar em qualquer altura da sua vida. No entanto, a Perturbação Bipolar parece ser mais frequente nas mulheres e em jovens. A doença pode ter características diferentes conforme a idade em que é diagnosticada.

Perturbações do sono

Ter um sono reparador é fundamental para o nosso bem-estar. Contudo, por vezes confrontamo-nos com dificuldades em adormecer ou manter o sono durante a noite. As necessidades individuais de sono variam amplamente e nos adultos saudáveis vão de apenas 4 horas diárias de sono até 9 horas.
As perturbações do sono-vigília enformam queixas de insatisfação predominantes com a quantidade ou a qualidade do sono associadas à dificuldade para iniciar o sono (em crianças, pode se manifestar como dificuldade para iniciar o sono sem intervenção de cuidadores), à dificuldade para manter o sono, que se caracteriza por despertares frequentes ou por problemas para retornar ao sono depois de cada despertar (em crianças, pode se manifestar como dificuldade para retornar ao sono sem intervenção de cuidadores), e ao despertar antes do horário habitual com incapacidade de retornar ao sono. Com frequência, coexistem com depressão e outras perturbações mentais comuns, de onde a necessidade de uma avaliação multidimensional.
A perturbação do sono causa sofrimento clinicamente significativo e prejuízo no funcionamento social, profissional, educacional, académico, comportamental ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo, ocorrendo pelo menos três noites por semana, durante pelo menos três meses.

Perturbações Alimentares

As perturbações alimentares são atualmente uma importante causa de morbilidade física e psicossocial em adolescentes e jovens adultos. Embora tenham ganho cada vez mais atenção, o seu real impacto é ainda pouco compreendido pela sociedade. Por definição, são perturbações de carácter persistente, na alimentação ou em comportamentos relacionados com a alimentação, traduzidas num consumo ou absorção de alimentos alterados, prejudicando a saúde física e/ou o funcionamento psicossocial dos indivíduos. Atualmente reconhecem-se como tal a anorexia nervosa, a bulimia nervosa, a perturbação de ingestão alimentação compulsiva, a perturbação de ingestão alimentar evitante/restritiva, a pica e o mericismo.
Vários são os factores reconhecidos como importantes no desenvolvimento das perturbações da alimentação e ingestão alimentar; ter noção deles pode prevenir a sua ocorrência e beneficiar a melhoria dos tratamentos da atualidade: a pressão social para atingir ideias de beleza associados à magreza extrema, o historial de família de perturbações alimentares, o uso indevido de drogas (em particular, o alcoolismo no caso da perturbação de bulimia nervosa), a obesidade (também no caso da bulimia nervosa), a ocorrência de episódios depressivos, a parentalidade adversa (por exemplo, casos de discórdia parental, de afastamento ou pouco envolvimento das figuras parentais, e de grandes níveis de exigência), a existência de episódios de abuso sexual, o tipo de dieta alimentar da família, a pressão decorrente de críticas e pressões, seja de familiares ou outros, a respeito da alimentação, da forma e/ou do peso corporais, a baixa autoestima, o perfeccionismo (em particular, no caso da anorexia nervosa), a menarca precoce (sobretudo na bulimia nervosa) e as perturbações de ansiedade.

Bullying

Bullying significa violência física ou psicológica (por exemplo, ameaças e insultos) por parte de um ou mais colegas sobre um outro colega. Estas ameaças e agressões ocorrem repetidas vezes e de propósito e, geralmente, o agressor é mais forte do que a criança agredida.
O bullying não é uma luta de crianças nem somente uma provocação. É mais do que isso porque a criança que é vítima não se consegue defender e sente-se assustada e sozinha.
Ser vítima de bullying não é uma vergonha, ninguém deve ser magoado ou humilhado.
Dizer a um adulto que se é vítima de bullying ou que se conhece alguém que é vítima não é fazer queixinhas. O bullying é algo sério e que magoa.
Em Portugal, a incidência de vítimas de bullying nas escolas é de cerca de 20% e de 16% para os agressores.
O bullying pode começar na pré-escola e atingir um ponto máximo no 2º e 3º ciclos do Ensino Básico. Declina no Ensino Secundário e Universitário, excluindo algumas formas de “praxes estudantis”
Tipos de bullying: Físico (agressão, roubo); Emocional (excluir a criança das brincadeiras, ridicularizar, insultar, intimidar); Racista (ofensa à cor de pele, às diferenças culturais ou religiosas); Ciberbullying (recorrer à internet ou aos telemóveis para difamar o outro com comentários embaraçosos).
Ninguém deve ignorar a existência do Bullying e o seu reconhecimento deve começar na formação das pessoas – crianças, pais, educadores, professores, etc.

Enurese/Encoprese

O desenvolvimento do controlo dos esfíncteres ocorre por etapas, na maioria das crianças, durante os quatro primeiros anos de vida.
As crianças com problemas de eliminação podem ser excluídas da escola, marginalizadas pelos seus pares e podem desenvolver relações conflituosas com os seus pais. Por sua vez, tal pode levar ao desenvolvimento de problemas no rendimento académico, baixa autoestima, e problemas emocionais ou comportamentais consequentes.
Os fatores precipitantes psicossociais incluem o treino de higiene coercivo ou intrusivo e acontecimentos de vida geradores de stress.
Os pais podem ser ajudados a seguir um conjunto de linhas orientadoras simples que ajudam a criar um ambiente facilitador e harmonioso. É importante mostrar que acreditam que a criança tem uma grande coragem para lidar com os problemas de eliminação e tem a capacidade para aprender a controlar a bexiga ou o intestino através do trabalho em conjunto com os pais e com o psicólogo.

Problemas de comportamento

Ao longo do desenvolvimento normal, espera-se que todas as crianças testem os limites do seu meio-ambiente, descobrindo o que é e o que não é autorizado, pondo à prova as regras e as ordens impostas pelos pais. Durante este processo, se não lhes é feita a vontade, muitas crianças procuram afirmar o seu poder e a sua autonomia através das birras, dos choros, das explosões de raiva, das discussões e de manifestações de desafio (Webster-Stratton, 2011). Estes são comportamentos esperados em crianças até os 5 anos que devem ser geridos pelos pais, pondo fim, o quanto antes, a uma possível escalada. Tais comportamentos tornam-se um problema de comportamento se a sua frequência e intensidade for elevada.
Embora saibam que devem encorajar a capacidade de exploração e afirmação autónoma dos filhos, muitos pais enfrentam autênticos «braços de ferro» ao tentar impor as suas regras de forma bem-sucedida. À medida que o cansaço e a frustração vão aumentando, mais incontroláveis se fazem os comportamentos, mais desgastadas ficam as relações, e mais difícil se torna o exercício de uma disciplina responsiva e consistente.
Quando isto sucede, as condutas de oposição e desafio podem evoluir para atitudes de não respeito pelos outros, provocando disrupções no ambiente sócio-relacional da família, e prejudicando fases mais avançadas do seu desenvolvimento (Barkley, 1997).
Com apoio do psicólogo, os pais podem conhecer algumas técnicas eficazes na gestão e prevenção dos comportamentos desafiantes dos filhos, com o objetivo de ajudá-los a construir relações mais saudáveis, baseadas na abertura, na confiança e no respeito de ambas as partes. Acreditamos que a melhor maneira de fazê-lo é evitar que os pais sejam excessivamente permissivos ou excessivamente autoritários, levando-os a equilibrar uma aplicação firme e consistente das regras, com uma abordagem calorosa, pautada pelo carinho, pela segurança e pelo reforço positivo (Ramalho, 2001).

Perturbação de Défice de Atenção com Hiperactividade

Os estudos longitudinais apontam para um padrão disfuncional de desenvolvimento associado à presença de Perturbação de Défice de Atenção com Hiperactividade na infância, com repercussões negativas a nível social, académico e do funcionamento adaptativo em geral (e.g., DuPaul & Stoner, 1994).
Sendo a perturbação de défice de atenção e hiperactividade considerada atualmente, como uma das perturbações neurocomportamentais mais frequentes na criança em idade escolar (Fernandes, 2004), têm sido identificados três sintomas base, reflectidos nos itens das escalas de avaliação da perturbação: desatenção, impulsividade (desinibição comportamental) e hiperactividade (Lopes, 2000). As crianças com THDA exibem, por definição, níveis elevados de desatenção relativamente a outras crianças da mesma idade. A investigação sugere que os problemas de atenção se acentuam particularmente em tarefas em que se exige vigilância ou uma manutenção prolongada da atenção (Douglas, 1983, referido por Lopes, 2000). Tipicamente as crianças com elevados níveis de impulsividade, respondem rápida e precipitadamente às questões que lhes são colocadas, têm dificuldades em seguir instruções e não esperam pela sua vez em jogos ou em filas. Existe igualmente o risco acrescido de sofrerem acidentes, uma vez que se envolvem em atividades perigosas, sem terem em consideração o seu perigo potencial. Apresentam notórias dificuldades em suportar a frustração, pelo que evitam as tarefas que previsivelmente só oferecem gratificação a médio ou longo prazo.
As crianças com Perturbação de Défice de Atenção com Hiperactividade apresentam normalmente níveis de atividade motora, substancialmente superiores à média, sendo comum estas crianças mexerem permanentemente as mãos e as pernas, apresentarem uma grande dificuldade em estar quietas ou simplesmente descansarem e, sobretudo, exibirem estes movimentos em momentos desajustados (Lopes, 2000).

Parentalidade

Ser pais pode ser uma das melhores e mais gratificantes experiências da vida de uma pessoa. No entanto, por vezes, todos os pais sentem-se sobrecarregados e stressados com as exigências e dificuldades diárias de educar uma criança.
A intervenção junto dos pais ou educadores parentais, tem como objetivo fornecer instrumentos, conhecimentos e capacidade de reflexão para o exercício de uma parentalidade positiva e para a promoção de competências, com vista a um bom desenvolvimento das crianças, dos jovens e da família.

Divórcio

O divórcio dos pais é, muitas vezes, um acontecimento inesperado para a criança e que se não for bem gerido pode deixar marcas. É uma situação que implica sempre algum sofrimento, quer pelas mudanças que ocorrem no exterior, quer pelas emoções geradas, com as quais a criança terá de lidar. Quando existem conflitos, esta experiência tende a ser ainda mais penosa para a criança.
O contato frequente com ambos os progenitores, ou pelo menos, uma relação próxima e securizante com um dos progenitores é protetor e preditor de melhor ajustamento. Uma relação positiva entre os irmãos também pode ajudar a processar esta experiência de uma forma adequada.
Pais e crianças podem ser ajudados a lidar de forma menos dolorosa com esta situação. Ambos podem precisar de ajuda para reduzir o conflito e melhorar o bem estar da família.

Luto

A perda e o luto a ela associado, é uma experiência inevitável no percurso de vida do ser humano. O luto caracteriza-se pelo conjunto de sentimentos e de comportamentos ligados ao sofrimento causado por uma perda. O luto não advém apenas da morte de alguém, podendo estar associado também à perda de um animal de estimação, ao divórcio, à perda de um membro, entre outras situações. Por vezes, podem acontecer atitudes de isolamento e afastamento das pessoas, comportamentos agressivos, regressão em alguma área do desenvolvimento e desinvestimento académico/profissional.