O que é a psicoterapia?

Ao longo do seu desenvolvimento, as pessoas necessitam adaptar-se às exigências do meio e, de forma natural, adoptam estratégias psicológicas que podem, num primeiro momento ser adaptativas, porém, mais tarde, tornam-se fonte de problemas por acarretar dificuldades na gestão das suas emoções e nas relações interpessoais.

As pessoas procuram apoio psicológico por múltiplas razões, desde o aconselhamento (por exemplo, por dúvidas sobre tomadas de decisão), até ao tratamento de perturbações psicopatológicas (por exemplo, ansiedade, depressão, obsessões).

A psicoterapia é um processo mediado por um profissional especializado, que visa alcançar mudanças de modo a aumentar o bem-estar e equilíbrio psicológico de quem o procura. É um meio que pode favorecer a nossa capacidade de gerir com autonomia e eficiência os desafios que a vida nos coloca.

Finalizada a primeira consulta, o cliente deve decidir com o seu terapeuta o formato do atendimento (por exemplo, ocorrências de novas consultas, objetivos, periodicidade). Quando as sessões são continuadas, com o objetivo de resolver um problema ou melhorar uma condição clínica, designa-se habitualmente este formato por psicoterapia.

Existem diversas abordagens psicoterapêuticas de base científica que permitem dar respostas eficazes à maioria dos problemas que as pessoas que nos procuram relatam, sejam do foro depressivo, ansioso, alimentar, de controlo de impulsos, relacionais, de regulação emocional, etc..

Fazer psicoterapia é muito mais do que falar com alguém sobre problemas ou dificuldades (para isto recorremos aos amigos). A psicoterapia é uma relação profissional entre um terapeuta e um cliente, que tem por base princípios e técnicas da Psicologia. Isto marca a diferença dos relacionamentos com amigos ou familiares. O psicoterapeuta poderá ajudar-nos a  ouvir as nossas necessidades, a aceitar as nossas emoções, mesmo aquelas que evitamos, em vez de nos deixarmos dominar por elas e a tornarmo-nos autores da nossa nova história. Ao mudarmos sentimentos, mudamos comportamentos e necessidades.

Durante a psicoterapia, serão abordados estados de humor, sentimentos, pensamentos e comportamentos. O objetivo final do psicoterapeuta será ajudar o cliente a assumir o controle da sua vida e a responder a situações desafiadoras de forma ajustada.

O processo psicoterapêutico é colaborativo, assim, terapeuta e cliente continuamente identificam problemas, definem objetivos, e alteram os planos de tratamento.

A psicoterapia é um processo que permite resultados empiricamente comprovados em diversas problemáticas como: pânico, fobias, depressão, anorexia, stress pós traumático etc. É igualmente eficaz nos conflitos pessoais, conjugais e familiares, que podem causar sofrimento psicológico e dificuldade em funcionar adequadamente.

Alguns benefícios da Psicoterapia são:

  • O desenvolvimento da capacidade de gestão emocional de estados internos;
  • A aquisição de autonomia e controlo da sua vida;
  • A possibilidade de criar novas narrativas de si próprio e dos outros, novos modos de compreender e conduzir a própria vida;
  • A possibilidade de desenvolver habilidades interpessoais como empatia, capacidade de comunicação, assertividade, resolução de problemas, etc.
  • O desenvolvimento da resiliência para aumentar a tolerância e a capacidade de crescer com as dificuldades que a vida impõe.

No Psiquilibrios, o cliente não tem uma posição de mero receptor de informação, mas é visto como um agente proactivo e construtor dos seus significados e, portanto, da sua mudança.
O psicoterapeuta adota uma postura de não julgamento, de empatia e de respeito, procurando validar o que o cliente sente e ajudando-o a integrar as novas possibilidades que se vão apresentando, transmitindo assim a segurança necessária para avançar para a mudança.
O papel do terapeuta é ajudar a refletir e desafiar em certos momentos, sempre respeitando o ritmo do cliente e transmitindo-lhe responsabilidade pelas suas escolhas.

A psicoterapia breve é o formato mais habitual de tratamento e consiste num conjunto de sessões, usualmente com uma periodicidade semanal ou quinzenal. Há uma percentagem muito significativa (cerca de 50%) de pessoas que melhoram significativamente com 10 a 20 sessões, mas há uma percentagem que necessita de mais sessões.

A investigação sobre psicoterapia demonstra que, para a maioria dos quadros clínicos (não psicóticos), a medicação tem uma eficácia equivalente à psicoterapia, embora haja evidência de que este tipo de intervenção tem resultados mais duradouros. Há quadros clínicos, como a depressão, em que o tratamento conjunto tem uma eficácia maior que uma terapia única (i.e. psicoterapia ou farmacoterapia). A evidência também mostra que para a maioria dos quadros clínicos a psicoterapia tem uma eficácia considerável, comparável à maioria dos tratamento médicos eficazes.

Habitualmente, as sessões de psicoterapia duram 50 minutos a uma hora.
A frequência das sessões e a duração do processo terapêutico dependem das necessidades particulares e dos objetivos de cada pessoa e deverão ser negociados com o psicólogo.

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